Mostrando postagens com marcador teatro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teatro. Mostrar todas as postagens

6.7.10

Diário de Bordo de Alta Floresta/MT e Festival de Teatro da Amazônia-matogrossense - Parte III

depois de quase dois meses, estou dando continuidade a série... vamos ver se consigo cumprir com todas as promessas feitas aos meus dois leitores assíduos neste ano... uhauhaa! muito bem, para quem chegou agora ou apareceu por aqui sem querer.... vamos aos acontecimentos anteriores...

prólogo: em abril estive em um pedacinho de floresta, um lugar que eu sempre quis conhecer, mas que nunca esteve nos meus planos por sua "quase" invilabilidade $$$... como dissse uma vez a um grupo de franceses que acompanhei por aqui: é mais barato ir a Europa do que a Amazônia e pode crer... é a real... mas, a arte nos leva a qualquer canto e lá fui eu dar um curso de dramaturgia e trabalho colaborativo no festival de teatro da amazônia-matogrossense... uhuuuuuuu! uma semana contemplando pirilampos, araras e jibóia - só vi uma - e me assustando com sapos na piscina, ufa.... e cantando: hoje é festa, na floresta... fiz aniversário por lá... uhuuuu! se você chegou agora, olha aí em baixo no mês de maio os dois primeiros capítulos, ok?!...

08/04 (quinta-feira) - segundo dia de curso... acordar com as araras, tomar café da manhã só... enquanto me concentro na aula e revejo mentalmente as metodologias... (num parece mas sou super séria trabalhando, viu?!!) . adorei a aula desse dia, começamos a analisar a dramaturgia dos espetáculos do festival e mais gente chegou para o curso... fiquei muito encantada com a turma, o interesse de todos (principalmente dos professores da rede municipal)... me senti MUITO realizada - e aqui vale lembrar o quanto "sumpaulo" é arrogante!
a tarde, espetáculo da Maria e João em uma escola da periferia onde o pessoal do Teatro Experimental tem um ponto de cultura... muito massa! adorei as criancinhas, cada figurinha!! mas, no caminho a realidade é bem triste: as casas são de madeira, ruas sem asfalto.... e a cor vermelha na fachada da escola, segundo as pessoas de lá, para lembrar o sangue que foi derramado em épocas de garimpo... e voltamso a ferida aberta!


















nesse ponto da história, nossas viagens de ônibus já são muito animadas... a gente fica esperando por esse momento para encontrar todo mundo!! e vamos conversando e trocando informações sobre a realidade de cada um... espetáculo da noite: as meninas de Cuiabá... uma atmosfera niilista/becketiana que eu amo!! e novamente sesssão duplicada! adoro esse público que comparece e participa! uhuuuu! alta florestaaaaaaaa!
voltando ao hotel, noite sussa de cerveja e conversas na piscina... e eu, me retirando, ainda cedo, ao sarcófago, afinal... tinha que dar curso na manhã seguinte!!

09/04 (sexta-feira) - mesma rotina: acordar com as araras (chato, néan?!?!) e tomar suco de cupuaçu no café da manhã... aliás, cupuaçu todo dia toda hora, viciei nisso, mamãe... aula! fechando a teoria, diferença entre teatro dramático propriamente dito e teatro narrativo, trabalho de grupo e trechos do documentário do grupo Galpão de BH que ficou como exemplo... nem preciso dizer que essa aula teve uma hora a mais... ninguém queria que acabasse, rs.. rs... bom, eu não queria! queria continuar lá... snif... foi bem triste ver que as coisas caminhavam para as finalizações...

a programação da tarde previa uma Tertúlia Teatral, espaço e troca comandando pelo Hélvio. foi bom conehcer as expectativas de cada um em relação a nossa arte... e a vontade de permanecer em contato após o evento! nesse momento percebe que os vínculos foram estabelecidos!!
a noite - espetáculo... desta vez a presença de Salvador/BA... amigo virtual que eu já conhecia dos fóruns e grupos da rede, e que pessoalmente é encantador... Fábio Vidal nos apresentou a Seo Bonfim... eitcha véinho porreta, encantou a todos (uh! eu não ia comentar espetáculos! hehehee)

e na volta, mais conversas no hotel... hehehehehe! desta vez, todo mundo acompanhou nosso grupo a piscina até quem não estava hospedado no hotel foi pra lá... hehehe! sim, fui para o quarto cedo, novamente... estava com o computador do ronaldo e fui aproveitar o tempo para escrever um texto sobre a oficina a assim, encerrar minha participação no festival... quando o sono bateu... deixei o texto para finalizar no dia seguinte e assim, começa meu aniversário na floresta...
(continua)

16.5.10

Diário de Bordo de Alta Floresta e Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense - parte II

06/04 – (terça-feira, noite) – fomos todos de micro-ônibus até o centro cultural onde aconteceria a abertura do festival pela grupo prata da casa e organizador o evento... algumas pessoas eu conheci na piscina e no jantar, mas rapidamente... o momento ônibus foi para as apresentações oficiais e início do estreitamento dos laços... Hélvio comandou as apresentações.


chegando ao Teatro do Centro Cultural de Alta Floresta, primeiro estranhamento: a praça – muito árida para quem está no meio da floresta, mas... depois fiquei sabendo que o complexo era novinho em folha, o teatro tinha acabado de ser inaugurado... em seguida, o público! o teatro estava lotado, pessoas procuravam por ingressos na última hora pediam para entrar, arrumar um lugar.... naquele momento eu imaginei que todo aquele interesse era para ver parentes e amigos em cena...
não vou comentar o espetáculo... quando pensei em escrever esse diário de bordo já havia decidido que contaria apenas minhas impressões de um lugar distante da minha realidade de interior paulista... a relação entre espetáculos e artistas do festival não existe sem o vínculo emocional criado nos dias de convívio... portanto, se não há imparcialidade, não há crítica!
após o espetáculo, fui dormir... na manhã seguinte começaria meu curso...

07/04 – (quarta-feira) – 6h30 da manhã, ouvi a revoada de araras na janela... inacreditável! todas as cores (estamos geograficamente na fusão do cerrado com a floresta, portanto temos fauna e flora das duas regiões)... não pude ir ver o macacos que ficavam brincando na mata no fundo do hotel... era dia de trabalho!.. o curso foi melhor do que eu esperava, as pessoas muito receptivas... na verdade, foi fantástico! a tarde, espetáculo com amigos do interior paulista e... novamente o ônibus! rs... com mais gente nova chegando e sendo apresentada... o ônibus era nossa roda de troca!














após o espetáculo, Agostinho nos levou para o avião que fica na praça e faz parte do complexo do centro cultural... o avião, que serviu às forças americanas na segunda guerra, foi doado ao Brasil pelo EUA e usado na cidade na época do garimpo... restaurado, é uma parte da história da região. Agostinho fez um relato muito rico sobre a história do mato grosso, do garimpo... sobre o restauro do avião... inacreditável a realidade que se apresentou... a cidade já havia tido 120 mil habitantes em épocas de garimpo... as histórias do garimpo são tristes... e resumirei tudo na fala de Agostinho: “o garimpo deixou feridas sociais e ambientas difíceis de cicatrizar”... fiquei chocada ao descobrir que o próprio governo federal foi responsável derrubada da floresta: só era fornecido financiamento (pelo bb) quem já tivesse derrubado todas as árvores... sabem como se faz isso? dois tratores e uma corrente grossa, arrasta tudo para uma pilha e ateia fogo... os animas morrem ali na pira... saber de tudo isso na aula de história é uma coisa, ouvir isso olhando para aquela paisagem....
terminamos a tarde assistindo a um curtametragem totalmente produzido na cidade! histórias do garimpo...
a noite foi a vez do canfudó do amauri...novamente o centro cultural lotado, e... a sessão foi dobrada! isso mesmo, o interesse do público foi tanto que houve necessidade de abrir outra sessão... demais, não é! Alta Floresta tem pouco mais de 30 mil habitantes... teatro recém-inaugurado e tanto sucesso...
depois do espetáculo fui a um barzinho com os companheiros caipiras (matando saudades de amigos da cidade vizinha lá no norte de mato grosso?! isso é vida de artista...) e voltamos a pé para o hotel (se tem algo que eu amo é caminhar na madrugada...)

08/04 – (quinta-feira) – 6h30 acordada pelas araras... ai, que delícia!
(continua)

25.4.10

Diário de Bordo: Alta Floresta/MT e Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense

de 5 a 12 de abril estive visitando um cantinho do Brasil que ainda me era desconhecido: Alta Floresta, extremo norte do Mato Grosso, um cantinho de floresta amazônica! nem preciso dizer que é tudo lindo por lá... e obviamente o melhor não foi registrado pelas lentes: a revoada de araras às 6h30 da manhã, os macaquinhos brincando nos galhos, sons, sons, sons e sons da floresta... a jibóia do orquidário, a revoada de garças às 6h30 da tarde, a arara e o casal de porquinhos da índia do orquidário, a nuvem de pirilampos, cheiros, cheiros, cheiros e cheiros da floresta...
e não é só de paisagem que se faz as lembranças: tudo isso ficou na memória junto aos novos amigos... e muita arte!

minha viagem foi a trabalho: participei com o Núcleo de Fazimento da Cena, do Festival de Teatro da Amazônia Mato-Grossense que aconteceu de 06 a 10 de abril, ministrando um curso de dramaturgia! foi uma experiência fantástica!

meus agradecimentos ao Teatro Experimental de Alta Floresta (organizadores do festival), minhas saudades a Joezer, Luciana, Hélvio Tamoio, aos grupos participantes: Cia Teatral Atos & Cenas (Lençóis Paulista/SP), Cia D'artes do Brasil (Chapada dos Guimarães/MT), Cia. Thereza e João (Cuiabá/MT), Cia. Pessoal de Teatro (Cuiabá/MT), Território Sírius de Teatro (Salvador/BA), Troupp Pas D'Argent (Rio de Janeiro/RJ).

e agora vamos às narrativas:

Diário de Bordo
05/04 (segunda-feira): cheguei a Alta Floresta no dia 5 (segunda-feira) quase meia noite, depois de passar um dia todo viajando! de Araraquara a São Paulo - da rodoviária ao aeroporto - de São Paulo a Cuiabá - conexão - de Cuiabá a Alta Floresta (com pouso em Sinop)... ufa!!

06/04
(terça-feira): como a abertura do festival só seria a noite, tivemos um dia free... descobri o suco de cupuaçu logo no café da manhã e conheci Jú, Tati e Paulinho da Cia. Pessoal de Cuiabá que já haviam chegado! fomos todos nós mais Hélvio na loja de paisagismo onde recebi uma super aula sobre orquídeas, conheci uma jibóia, uma arara - que estava lá para se recuperar depois de sofrer maus tratos - e ouvi muitos causos do Hélvio e do Paulinho... causos do interior (de São Paulo e Mato Grosso).
a tarde, eu e Tati resolvemos fazer a trilha do hotel! vencido o medinho incial (graças ao Luís - funcionário do hotel que nos acompanhou na trilha!!), nos aventuramos pela floresta! foi demais!! os sons e os cheiros da floresta! não tenho palavras para descrever.

(continua...)

19.6.09

nem sempre tudo sai como programado! ontem o post não entrou! hunf.. mas aí vai ele!
O QUE ZANDALI ANDOU FAZENDO – Cap. 4
a atriz – capitu na virada cultural ou machado em assis

talvez este seja o capítulo menos interessante ao leitor, mas o mais interessante pra mim... o que me leva a concluir que a felicidade alheia é bem menos interessante do que a desgraça... tese comprovada no programa anamarialoirabraga que durante uma semana explorou uma única pauta, acidente air bus aliás, única pauta de toda a programação televisiva... aff! ainda bem que foi a semana que passei hospedada no hotel com tv a cabo! eeeba!! mas essa é outra história de um outro capítulo, logo mais entrando ao ar às 17h..

voltando ao título do capítulo, uma vez que a programação da virada cultural nesta cidade de meu deus não foi lá essas coisas esse ano, é muito bom ser atriz e participar de outras viradas! rs... isso mesmo, meu espetáculo foi contratado de modo que fomos apresentar a vida de machado de assis na cidade de assis! rs.. brincadeira idiota mas que animou as quatro horas de viagem...

e lá foi o tiozinho depois do espetáculo questionar a capitu em um texto para o público infantil e lá vamos nós, eu e tárcio, defender nossa criação artística e de tudo ficou comprovado duas teorias:
1. o poder plimplim em influenciar a opinião e o pensamento do brasileiro;
2. ninguém conhece machado de assis.

agora cá pra nós, assis é uma cidade muito feia! toda cinza... quer dizer, com exceção do sexy shop menina sapeca que fica numa esquina pintado todo de verde limão... hauahuhaua, tão discreto que só falta um luminoso em neon piscando o nome do cliente que entra na loja!!! e é por isso que tenho um blog.... hauhauhauha....

e no mais, estou muito feliz com este “estar no palco”

p.s. voltarei a assis em agosto para o encontro de palhaços! querem alguma encomenda do menina sapeca verde limão?!?!

5.1.09

as favoritas d'a favorita

ok, confesso: tenho assistido a novela das oito que começa às nove e quinze! mas assisto pelo YouTube (rs), assim posso pular as cenas que eu não tolero (sem me estender no assunto porque seria antí-ético, aliás, como se escreve "anti-ético" na nossa nova língua portuguesa?? álguém sabe???).

voltando a novela da patrícia pilar (rs)...
nunca comento novelas aqui, mas o capítulo de sábado (cap.186) tem duas pérolas. primeiro o show do Ari Fontoura que finalmente teve a sua chance de mostrar a que veio... afinal o Silveirinha ser ofuscado pela Flora, tudo bem... mas o Ari, não!
gentem, há tempos não vejo uma cena tão boa... reparem os olhos dele de ondem saem faíscas de rancor! fantásticooooooooooooo:



bem, a segunda é realmente impagável. depois da gafe de roteiro, onde o personagem é pego com drogas no motel acompanhado de uma prostituta em plena lua de mel; nada original... temos uma gafe de direção! bom o aspirante a ator eu nem comento, mas a direção deveria ter notado no monitor o que ficou nítido para qualquer olhar atento a cena.

meus alunos estão cansados de me ouvir pedir para cuspirem o CHICLETE antes da aula!!!!

acompanhem tudo o que não se deve fazer em um trabalho de atuação, seja no teatro, no cinema ou na TV:
família fontini (ou o que restou dela depois da desvastaFlora) reunida na sala de jantar... (ah, pulem para os 01m10)




"puseram reparo no clicletão" na boca do cassiano?!?!?!?!
faça-me o favor... não dá nem pra falar que era do personagem, porque ninguém se senta a mesa para jantar com chicletes na boca!!! ou estou sendo exigente demais!!

21.10.08

na aula de teatro

professora zandali aplicando o jogo do teatro...
assunto do improviso: sapo tentar convencer a cobra a não comê-lo.

glorinha (11 anos): sabe, eu sou verde e você precisa de alimentos maduros para se alimentar!

ai, ai... adoro dar aulas!

6.9.08

arte, arte, arte...

respondendo as dúvidas da jujuba...


sou atriz e, como artista de interior tem que saber tudo, afinal, não há muitos profissionais disponíveis no mercado, a gente acaba, além de tudo, sendo auto-didata... não dá pra perder chances de aprender... então, sou aluna do curso de cenografia e iluminação... e agora recentemente, de arte urbana... hehehe! tempo pra relaxar e investir um pouco no meu saber...
fazer oficinas oxigena as idéias... hehehe... sem contar que, na parte técnica, a coisa tem evoluido tão rápido, que é mais que necessário atualização... por exemplo, ver o mundo em RGB... uouuuu! ou iluminá-lo com leds... caracas, na área de iluminação as novidades no mercado superam as expectativas....



ah, o que é o tal do RGB? não é uma nova banda de adolescentes que cantam e dançam... rs! é o conceito das três cores/luz, RED (vermelho), GREEN (verde) e BLUE (azul) que misturadas entre si, com maior ou menor intensidade, formam outras cores/luz, entre elas, quando misturadas na mesma inensidade , o BRANCO (ou a luz branca)


sabe, pensar assim me deu um nó... tinha a idéia das cores partirem dos tons primários (vermelho, azul e amarelo)... mas essas são as cores pigmentos... e voltamos às aulas do óptica... outro ponto legal do curso de iluminação foi a parte de eletricidade... hum, estava mega enferrujada no quesito física! aff... mas, desenferrujei, dá até pra prestar vestiba de novo! hauhauuahuahua


essa foto aí de cima, foi uma experiência muito louca... a blusa da modelo é vermelha... porém na luz verde ela fica cinza! muito massa, afinal, às vezes pensamos em recursos cênicos lindos, daí no palco não surtem o mesmo efeito!... viva o mundo em RGB... rs...
é isso... um pouco e em linhas muito gerais...
depois falo da cenografia...
beijo, queijo e torta de caranguejo!

21.7.08

e no festival de teatro, parte II ou...

...perdidos em Rio Preto!!!

agora sim! desta vez festival fora da cidade... hehehe... ninguém conhecido! mas claro, nada é perfeito.... e o codnome deste texto, resume os dias no FIT

vamos ao começo: assim como perdi o prazo para comprar ingressos para a Filp, também perdi para o Fit (Festival Internacional de Teatro)! tinha desencanado total de viajar até São José do Rio Preto, afinal o objetivo principal era ver o Odin Teatret com Andersen's Dream e a Aurélia Thierrée (neta do Chaplin) com o Oratório de Aurélia.... nem preciso dizer que os dois espetáculos já abriram bilheteria esgotada (lá fiquei sabendo pq e como... mas não vou contar! huhuhua, nem quero me meter nesses detalhes sódidos, só digo que a polêmica ainda tá rolando por lá).

desencanda, até que a garota etílica (alicinha) chega dizendo que tem convites para o espetáculo da maria alice vergueiro, oba... só que teríamos que ir ao ensaio e participar do espetáculo... bem, sem nada a perder (uma vez que o 1.0 do betildo nada gasta de combustível, rs!), lá fomos nós...
daí, que tudo começou.. para fugirmos do pedágio mais caro do mundo (10,40 em cada sentido!!), desviamos o caminho e acabamos perdidos na cidade de matão (uma cidade de 30 mil hab.!) aff... ficamos dando voltas, seguindo indicações dos modestos habitantes do local (hunf), até que passando pela terceira vez na fachada de um bar que tinha uma garrafa de cerveja gigante, o ricardo dispara uma pérola existencialista: "gentem, é a terceira vez que vejo essa garrafa! nós morremos e fomos para o inferno e o nosso inferno é ficar andando em círculos em matão..."

bom, com isso, chegamos com quatro horas de atraso... duas pq o beto mandou lavar o carro, mais uma de atraso (real) e uma pq desencanamos... daí, nos restou o teatro de rua... muito bem, fomos comer um peixinho e ver nossos amigos do Ivo 60 (de sampa) com o espetáculo Top, Top, Top (que aliás, eu recomendo!!). depois, deitar na grama a lá woodstock para ver um espetáculo de rio preto Asas que o beto definiu como "um bando de rapeleiros que queria fazer alguma coisa"... bem, sem mais comentários... a noite terminou na casa da luli, regada a pérolas de ricardo e bastidores do festival (a luli era produtora!!)...

dia seguinte, fomos ver outro espetáculo de rua, A rua é um rio com o Tablado de Arruar (nós já tínhamos assistido ao espetáculo há um ano, mas já que estávamos lá...). daí, a luli consegue convites para Adágio (da Itália) e começa nossa longa peregrinação de carro até os convites e depois procurando o teatro e depois chegando atrasado 5 minutos e perdendo o espetáculo e tentando voltar e duas horas e muito enjôo depois... eu não quero nunca mais andar de carro... hauhauhuahuahuaa
bem, nos restava a balada que foi óooooootema!! (no comments)

beijos e queijos


p.s. a gente percebe que precisa de férias quando demora três dias para escrever um post simples como este! aff...

10.7.08

e no festival de teatro....

me deixa ser burra:
festival de teatro é sempre muito legal... desde que não seja na sua cidade! quando você viaja para prestigiar um festival... você viaja!!! isto é, se o seu celular tocar te requisitando para resolver algum pepino do trabalho você diz: estou fora da cidade!!! (e pronto... alívio)
outra vantagem: você dificilmente conhece alguém que vai ficar te perguntando se gostou da peça e esperar de você comentários inteligentes (que geralmente, só serão considerados inteligentes se concordarem com o ponto de vista de quem perguntou...) e pior: encontrar essa pessoa no dia seguinte te perguntando de novo, e dia após dia... aff... daí o grupo famoso vai se apresentar... você odeia o trabalho do grupo... diz isso e te olham como se você fosse um ET...
o anonimato é lindo!!! e eu adoro ser burraaaaaaa!

o choro global:
(sim, estou falando da emissora novelística)
se você acha que a vantagem de ser um global é que te contratam mesmo seu espetáculo sendo ruim, está errado... a experiência que o trabalho na TV te garante é impagável... afinal, quando você percebe que só seu rostinho conhecido não vai ser suficiente para agradar o público, seu no hall de interprete te faz sacar do pager e emocionar o público com uma comovente leitura de um texto de outrém temperado com lágrimas e orgulho de ser caipira... ah, a voz da experiência!

circuito underground:
de todos os grandes nomes, a melhor surpresa foi o circuito underground, alimentado por montagens de estudantes das artes cênicas... com muito mais gás que a galera que está na estrada há tempos... esforçaram-se para levar ao público o melhor de si... ponto positivo! o público agradece e reconhece!

a vocação brasileira:
alguém pode me explicar o que leva um cidadão a ficar DUAS horas em pé numa fila (espontânea) para ser o primeiro a entrar no teatro e sentar no pior lugar?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?

12.6.07

Mostra Rio-São Paulo de Teatro de Rua de Paraty/RJ

a Mostra desta vez acontecerá em duas partes, a primeira de 1 a 3 de junho...
e lá fomos nóis traveis!! e cá estamos para mais um diário de bordo contando tudo (ou quase tudo!!) que aconteceu nesses três dias:

"alô, alô amigo ouvinte/ você que está ligado na minha, na sua, na nossa Rádio Atividade/ e pra você que vai viajar o tempo é bom/ sujeito a amores impossíveis no final do período/ dia após dia, durante semanas/ fiquei esperando pra te ver/ há mais de um mês que eu espero uma chance/ de me encontrar com você/ (...) eu quero passar um weekend com você... " (blitz)

antes de tecer elogios a organização e aos grupos participantes, vou ressaltar o lado ruim da Mostra: dizer adeus...

“o vazio é o meio de transporte/ pra quem tem coração cheio/ cheio de vazios que transbordam/ seus sentidos pelo meio/ meio que circunda o infinito/ tão bonito de tão feio/ feio que ensina e que termina/ começando outro passeio...” (moska)

como sobreviver sem os dias de encantos desse encontro?? como viver sem os papos regados a gabrielas; rugas na testa e preces a são pedro e santa clara para parar de chover?? ah, e desta vez.... sem as discussões sobre políticas públicas e crianças correndo e sorrindo!? - o diferencial desta sexta edição, foi o encontro da rede de teatro de rua e a participação de artistas que compareceram com suas famílias (alegria em forma de sorrisos e, às vezes, choros de crianças)...

bem, mas este é um diário de bordo, então, sem mais delongas, vamos aos fatos:

Diário de Bordo VI Mostra – parte I

“você disse que não sabe se não/ mas também não tem certeza que sim/ quer saber?/ quando é assim/ deixa vir do coração...” (djavan)

deixei.... depois de um “vou, não vou”, fui... meio no susto, de última hora... mas enfim... segui o coração... harley disse algo que foi meio decisivo... que a Mostra era como um filho pra mim... claro, não se pode ver um filho nascer e crescer a distância... (apesar que a Mostra é filha do ailton... portanto, minha afilhada! rs... rs....)

01 de junho

4h da manhã - eu, dóris e nathaly (da cia. lendas de eucaniqui) desembarcamos na rodoviária de paraty, depois de muita fofoca no ônibus de araraquara a sampa e, muita risada no de sampa a paraty... sem conseguir tomar aquele café no posto girassol que havia sido tomado por uma excursão de oito ônibus de tias evangélicas (ano passado eram sapos.. portanto, melhor não reclamar! rs...) que tentavam convencer a dóris de que fumar faz mal a saúde (alguém merece?!?!)... dez horas de viagem... ufa! chegamos! ficamos enrolando na praça do chafariz, em frente ao “verdinho” (guardem esse nome, esse bar marcou a história! rs)

6h da manhã – fomos ao cais esperar o sol nascer... (finalmente encontrei alguém tão maluco quanto eu que topou essa parada!! hehehe) – fomos acompanhadas do Alfredo, um cão que nos encontrou na praça e só nos largou quando estávamos seguras e instaladas em nossos hotéis!! fotos, café da manhã na padaria, entrada no hotel (preciso registrar que tomei um banho de horas no chuveiro maravilhoso do príncipe e que, fiquei até enrugadinha... hehehe!) e encontro em frente a secretaria de cultura e turismo.... matar saudade: ailton, fábio, harley...















12h - encontro marcado no cais! é sempre uma grande festa esperar pelo barco (que desta vez nos levaria a um passeio pela costa de paraty e almoço a bordo!): encontros e rencontros, a Mostra começa assim, celebrando a amizade! embarcamos, e depois de duas maravilhosas caipirinhas feitas pelo fernando com a melhor cachaça da terra (rs!), nem preciso dizer que a risada correu solta... hahauhuauaha.... GENTEM, foi um festival de besteiras! inenarrável .... rs... rs... rs... mas, barco é barco e o mar “num tava pra peixe” com esse frio, imagina pra gente do sertão... hehehe, muita gente enjoada com o balanço... hauhuaha, mais motivos para rir... hahauuahua. 17h, ufa! em terra firme novamente! o mar é lindo.... mas em doses homeopáticas, sim?! rs















18h – concentração para o desfile de abertura... destaque para Richard Riguetti como diretor de harmonia, rs.... comandou o cortejo na chegada e a evolução dentro da tenda de apresentações...
















depois, abertura, em grande estilo com os The Pambazos Bros... sem comentários, sou super suspeita porque sou fã desses caras de pau deste quando os conheci na IV Mostra (e porque vi o espetáculo, La Mutante Varieté, umas dez vezes em curitiba! rs... rs!). o espetáculo circo poeira (das 20h30) foi transferido para o domingo.. então fomos jantar: eu, lell e nanda no paraty 33, chiquérrimo!!!! comi um penne a ponte del sol... ou algo assim.... misturar espanhol com italiano é confuso mesmo... hauhauahuaahua

22h30 – pessoal de angra dos reis, Grupo Fábrica de Entretenimento, apresentou um espetáculo de cordel... muito engraçado: Porque o Noivo Botou a Noiva na Justiça! e assim, pra finalizar a noite, papos no Val's... um encontro informal para discutir a formação da rede nacional de teatro de rua... e, lá pelas 2 da matina, eu, princesa zandali, me recolhi aos meus aposentos reais, afinal... depois de uma noite viajando, ninguém é de ferro e precisa descansar o esqueleto...

Diário de Bordo VI Mostra – parte II

2 de junho

“depois de um sono bom, a gente levanta, toma aquele banho, escova o dentinho....” (lembram daquela propaganda do café seleto???) - rs... rs...

9h30 – café da manhã real, fábio chega e me espera sentado na piscina enquanto sou avisada de que que me esperam na recepção... uau! me senti famosa e requisitada... hauhauuauaa.... primeiro, dóris... ela ia a oficina de dança para atores com a Vânia Costa (e graças ao frio... minha lombar dói e eu não consigo alcançar meu pé com minhas mãos... portanto, fora de cogitação fazer aula de dança... rs... rs... rs! isso iria acabar com minha reputação! hahauhau)
depois, bater papo com “os” fábios na piscina, mas a chuva não deixou... por fim... chuva por chuva, resolvemos tomá-la na praia do jabaquara... hehehe

13h – almoço no cembra.... o legal de todos almoçarem juntos... é poder se encontrar, conversar e farrear... o almoço vira uma festa, onde tudo pode acontecer... até um engraxate aparecer (performance da dóris) hehehe... fui tomar um café com a cecília (fotógrafa oficial do evento... ela estava com problemas com o cartão de memória... super chato!) e com ailton... depois passamos no margot... mas o papo por lá estava sério demais... então, eu e ailton aproveitamos a tarde livre para tomar um chá e fofocar.... (ah, sim... eu tomei chá... o ailton, caipirinha, huahuaua)

16h30 – passei na quadra onde o richard riguetti montava o cenário para sua apresentação... eu, ele e andré garcia conversamos sobre asfaci, palhaços e a rede... daniel mexicano, passou várias vezes por lá, preocupado com a água na quadra... bem... entremezzo para as apresentações da noite que começou às 18h com o Grupo Magia da Arte de Paraty dirigido pelo fernando... depois, antes do richard do Grupo Off-Sina entrar em cena com seu Café Pequeno da Silva Psiu, André Garcia nos brindou com seu trabalho.... e depois de richard foi a vez de Martenze Marte com O Chato, mais chato do mundo... rs! com o horário apertado, o jantar foi corrido e desencontrado... que pena... mais houve tempo para conhecer o Aldo do Cena Jovem Produções, conversar mais com a atriz portuguesa Claudia que estava por lá com o marido, um jornalista do Porto...

21h30 – entra em cena o Buraco do Oráculo.... A Farsa do Bom Enganador! em seguida, o Cus Cus Cirkus – atração internacional! (novamente suspeita, daniel quesadas também foi companheiro de praça em curitiba!!)... fim das apresentações da noite... rumamos ao bar da praça do chafariz, o bar verdinho...















(legenda: jorge, daniel, dóris, lell, fábio, harley, carol, eu, fábio II (rs), nanda, diego, paulo e, ao centro, nathaly)

bem, a noite foi pra lá de louca... um mexicano mudando de cor a cada gabriela... e você tem orkut?? muita, mas muita risada... harley e suas imitações... maluco! “barrinhas de cereal” pra lá, pra cá... (e a baixa do dólar que possibilita comprar barrinhas importadas! aff!!!) o que foi lell e fábio?!? e por fim, jogo de resta um... só os bravos sobrevivem... quando pensei que lell estava aguentando firme, ele jogou a toalha... 6 da manhã, eu, os pambazos e o mexicano ainda estávamos no verdinho... o mexicano já estava roxinho de gabriela... hauhauha... tudo muito engraçado... e performático! rs... rs... rs... e tinha também um pessoal de angra batucando e dançando.... (ah, sim... não conseguíamos ir embora porque chovia... hehehe!!)
resumindo: o dia nasceu feliz... o mundo inteiro acordando e a gente tirando fotos!

Diário de Bordo VI Mostra – parte III

3 de junho

8h30 – fui dormir....
9h30 – acordei para tomei café da manhã... depois, voltei a dormir!
11h – dóris me acorda para o encontro da rede... tomo um longo banho pra parecer inteira... aff!
o encontro da rede foi muito legal... richard narrou a experiência de encontro da asfaci em araraquara e andré garcia me convidou a contar um pouco sobre a asfaci, como começou e como é a sua atuação... sugeri que os encontros para a formação da rede, a exemplo dos encontros realizados pela asfaci, deveriam ser regionais e produzir documentos para nortear a linha de atuação política da rede... após encontro almoço! mais contatos... carlos da cooperativa paulista de teatro... e rumamos a casa de cultura onde haveria a mesa redonda da qual eu fui mediadora... antes, um mega café... rs! acooooorda, menina!!

14h30 – daniel e diego chegam e pedem pra ver as fotos da madrugada... fábio: zandali e a rede pan americana de teatro de rua! uahuauahuahhau.... mas a vida tem que ficar séria, e vamos a roda de discussões!! que apesar de não ter seguido o tema que era estéticas, partindo para discussão do palhaço e um pouco da história do circo, foi bem legal.... o que ficou de mensagem foi valorizar o que é nosso, nossa cultura... sem copiar padrões europeus... enfim, muita coisa para registrar em um diário de bordo... o circo dominou porque vem dominando a estética da rua... e precisamos pensar que estamos lidando com “arte de rua”... DEVANEIOS!!!

17h – Ailton e o Grvpo Arteatro apresentaram “As Madames – Uma Palavra por Outra”... novamente suspeita, trabalho de amigo a gente não discute, ainda mais que eu amo o texto... hehehe... (aliás, tudo pra mim é suspeito nessa mostra, huahauahuahuauhauaua)... saímos dalí, correndo para a praça onde o Núcleo Pavanelli já entrava em cena com o Pinta de Palhaço.

19h - jantar com fábio e a rede pan-americana... hauhauhuaa, arrumar mala correndo, tomar e uma cerveja quente.... e voltar correndo para ver o Caio Stolai com o Circo Poeira... um lindo trabalho com bonecos!! ganhar cerveja gelada!... puxa, já estava tudo ficando com gosto de despedida... pra finalizar, o trabalho do grupo TAC – Teatro Amador de Camaçari/BA com o espetáculo Feira de Camaçari... cerimônia de encerramento... snif... melhor sair a francesa.... voltei de carona com a Vânia Costa, então... tchau! até novembro!!

18.4.07

zandali indica:

O menino que fugiu da peça

assistam o trailler e depois, vejam a peça!!!
zandali indica... espetáculo do grupo Ivo60, companheiros de festival...

eu não vi, mas... recomendo!!! na confiança! hehehe

beijo e queijo

18.1.07

Diário de Bordo da Mostra Rio-São Paulo de Teatro de Rua - Paraty/RJ - PARTE II

III Ato - segundo dia (depois de quase não dormir!!)

acordei as nove... meio tralalá ainda... e tínhamos que mudar de quarto na pousada... ainda bem que o má arrumou minha mala! hehehe... fui acordando devagar... e depois do café da manhã já estava nova em folha! e lá vamos nós para o lançamento da coleção de teatro brasileiro, da Hamdan Editora, com soraya hamdan e sérgio roveri... o bate papo foi tão bom que avançamos o horário! sérgio é ótimo, encantador... só que nessas, perdemos o espetáculo do themilton! ah, o beto e o lucas chegaram e foram direto de mochila e tudo pra casa da cultura ? surpresa!!
almoço: feijoada no CEMBRA... tradicionalíssima! um ótimo momento pra conversar com o pessoal e continuar o clima bom do barco... (momento íntimo: o beto me emprestou a escova de dentes dele! huahuauaua) e pra digerir a feijoada, arriscamos um passeio ao forte... e graças ao fernando, nosso querido guia, seguimos uma trilha para uma praia maravilhosa... se não fosse os borrachudos... rs.. rs.. brincadeira, o passeio foi ótimo!

15h, conferir a participação especial do caminhão do ziraldo... depois, o espetáculo do grupo milongas, do rio... casa verde, uma leitura do alienista de machado de assis, com pesquisa de espaço... eles montaram tudo na praça da matriz, mas a chuva... tinha que cair bem no meio do espetáculo?! eu cheguei a conversar com o diretor quando a chuva ficou mais forte, por que vi que o grupo tinha instrumentos musicais que não podiam molhar, mas o diretor respondeu: o público está na chuva querendo ver o espetáculo, então, vamos continuar... huuhuhu.. achei heróico, mas é que são somente seis no elenco, se fossem dezenove... hauauuahuahua (piadinha interna, só pra quem leu os posts de curitiba!!)... o espetáculo terminou numa roda de ciranda, muito legal... e ao final, fiquei conversando com a galera de santos sobre as políticas culturais pro interior paulista... apresentei pra eles o Zéca Bassão (estátua viva)... e fui comprar o sagrado sorvete antes do próximo espetáculo! (gentem, esse sorvete é imperdível!!)
chovia muito... eu já estava congelando de frio... tinha saído de shorts.. então, um gentil cavalheiro me emprestou seu moleton azul, enquanto um maluco me algemou ao má e queria que a gente pagasse 10 reais pra mostrar como soltava... eu disse pra ele desencanar porque dalí eu ia pra um encontro com o povo de circo e, eles me ensinavam... rs... rs.... enquanto isso, meu sorvete derretia na mão do marcos... fala sério?!
depois de esperar um pouco (por causa da chuva), finalmente começou o espetáculo: kátia mocoronga... esse eu esperava ansiosa... hehehe... o mais engraçado é que os mocorongos (os moradores das praças de paraty) foram chegando e ficando... e no olhar a gente via que se identificavam... não vou ficar explicando porque, está no comentário sobre o espetáculo logo abaixo! hehehe... e depois de mocorongar... um momento sublime, exibição do filme: a mochila do mascate, um documentário sobre um homem do teatro: Gianni Ratto e o mais impressionante, não foi o filme... mas sim, ouvir um sujeito maltrapilho, sujo e cheirando a cachaça cantando Gota D'Água e reconhecendo Cacilda e tantos outros monstros sagrados do teatro brasileiro... as coisas estavam mudando naquela tenda... e muita coisa mais estava por vir... o FarsaCena que o diga!!
Pedido de Casamento, do meu querido e amado, salve! salve! idolatrado Tchékhov... texto que pede palco italiano, realismo psicológico... hum, na rua?! preciso dizer que esperava ansiosamente por esse espetáculo também?! aconteceu que, mal robson sanches pisou na tenda, uma senhora indigente entrou em cena e dalí, só saiu após os aplausos AO FINAL DO ESPETÁCULO!!! o robson é louco, e o resto de elenco idem... quando o marcos entrou, disparou: não sabia que sua tia estava em casa! berta dizendo: quieta titia, deixa que eu resolvo isso!! hauhauuauahu - inexplicável... só quem viu sabe o que foi!! (putz, tô adiantando o texto aí de baixo!!!)

a noite de apresentações foi fechada por são paulo (aeeeeee)... manicômicos em Perfeição ? Quando a Tempestade Nasce das Luzes.... bem, também está logo abaixo os comentários, ok?!
a noite estava gostosa, depois da chuva a temperatura ficou ótima, então o programa foi ficar jogando conversa fora... com aquele figura do willian, zoando todo mundo... o fabião tirando os palhaços... vixi... muita piada interna! hehehe... pra variar, cheguei na pousada 5h30 da manhã... aff.... mais uma noite de poucas horas de sono... se eu contar pro povo de araraquara, ninguém vai acreditar!!
(segue abaixo os comentários sobre os espetáculos do segundo dia!)

12.1.07

Pedido de Casamento com Cristina


Pedido de Casamento (FarsaCena, Rio de Janeiro/RJ)

As peças longas de Tchékhov possuem personagens de universo interior intenso que deixam transparecer suas frustrações nas entrelinhas, nas famosas pausas tchekhovianas, ou em diálogos com interlocutores incapazes de proferir julgamentos. Pedido de Casamento integra o rol de peças curtas do autor, com estrutura de vaudeville, ao invés de mostrar esse mundo interior de maneira sutil, transforma-o em situações engraçadas, mas não menos angustiantes. Assim, acompanhamos a torturante jornada de Vassílievitchi (Marcos Figueiredo) tentando, sofridamente, pedir a mão de Natália Stepanovna (Beta Machado) em casamento. Mas, não é aqui que começa a peculiar história dessa apresentação. Quem, de antemão, achou estranho ver um Tchékhov na rua, imagine-o reescrito por uma personagem de inocência etílica que entra em cena e não a abandona até o aplauso final?! Foi o que aconteceu ao Grupo Farsacena: no momento que o ator Robson Sanches adentrou o espaço cênico para dar início ao espetáculo, Cristina, uma figura errante naquelas paragens, tomou lugar ao seu lado, participando no prólogo. Robson, generosamente, passou a contracenar com aquela mulher... O tempo se estendia e, Vassílievitch chega a casa dos Lubov comentando ao entrar: "Não sabia que sua tia estava em casa!" e, dessa maneira, Cristina é integrada ao jogo... e para surpresa de todos, inclusive do elenco, joga e acredita pertencer àquela cena. Sua risada arranca gargalhadas da platéia e o elenco tem que improvisar, contornar o texto, recriá-lo. Assim, Beta Machado, num momento onde sua paciência com o vizinho se esgota e, tendo Cristina tentando interferir no texto, ordena decidida: "Deixa, titia, isso agora é comigo". Vassíelievitch, apela para a ofensa familiar: "Toda a sua família é maluca" - apontando Cristina! Assim, tudo ganha um novo significado e a platéia tem a dois espetáculos: o primeiro ensaiado e construído com esmero, e em linha paralela, outro, criado no ato, à vista de todos. Um encantava pela forma e elaboração das personagens, o outro pelo despojamento e humildade dos atores. Quase inacreditável para quem assistiu, inesquecível para quem atuou. E aí temos um Tchékhov reescrito pelo acidente e pela coragem dos atores, aí temos aquela personagem que migrou das peças longas, aquela que ouve e compactua com o universo interior, mas não interage ativamente. Cristina funcionou como muro de lamentações reforçando as entrelinhas de Natália quando o futuro noivo tem um ataque de nervos e cai duro no chão, reforçou o desajuste da família Lubov e fez de Vassílievitch mais vacilante. E só podemos gritar: Bravo, FarsaCena!! pelo carinho com a rua, com os da rua! Bravo, pela criatividade e por nos ensinar que espetáculos são construídos por respeito e amor. Evoé!! E com certeza Tchékhov diria: É isso!

8.1.07

Kátia Mocoronga apresenta "Gambiarra"

Kátia Mocoronga apresenta "Gambiarra" (Sociedade de Arte Dramática, Rio de Janeiro/RJ)

Um delicado trabalho de clown da atriz Raquel Aguilera expõe a vaidade inerente no ser humano. Uma mulher, no seu dia-a-dia, acordando e sonhando com os sedutores produtos de uma sociedade consumista; contudo, não estamos falando de uma mulher qualquer, nem de um clown qualquer; Raquel parte do feio, do fora de moda, do cafona, cria sua palhaça com a cara do morador de rua, que vive entre quinquilharias... de forma grotesca, a mocoronga leva seu dia-a-dia, fazendo sua ginástica matinal ao som de um programa de rádio, onde também aprende suas receitas e dicas de beleza. Tentando copiar gestos finos, toma um chá com um galã de pôster de revista, com quem mantém um romance imaginário, aliás, um triângulo amoroso onde a rival, também musa de revista, ameça seu idílio. No cotidiano dessa figura, acontece de tudo o que se pode considerar kitsch, Raquel pesquisou e encontrou pérolas do mundo mocorongo e suas gambiarras: até a antena do rádio com uma panela de alumínio para ajudar a captar o sinal (o famoso drama da palha de aço na ponta da antena), figura nesse cenário. Noutros momentos, verdadeiros achados no lixo transformam-se nos sonhos da mocoronga, como uma fita de vídeo usada com a imponência de uma bolsa grife e um cd que se transforma em um singular colar.Então, aconteceu: enquanto o universo de Kátia Mocoronga se desenhava na tenda de espetáculos, os mocorongos das praças de Paraty iam encontrando, ao refugiar-se da chuva, uma igual, alguém que contava uma história familiar, próxima de seus mundos e no olhar desfocado que brilhava, via-se: eles se identificavam! Com a arte de Raquel Aguilera, surgiu na mostra de teatro de Paraty, um fenômeno que até agora permanece inexplicável, inatingível na sua dimensão: a rua invadiu o teatro de rua, os socialmente excluídos encontraram na arte, uma forma de igualdade e um lugar comum onde poderiam ser aceitos! Afinal, é na arte que comunga-se as ânsias do homem, e somos todos homens vítimas de nossos desejos! Desejo de ser amado... cedendo a ditadura da beleza, do consumo, às vezes, vivendo de gambiarras e, noutras, parecendo mocorongos...

5.1.07

Casa Verde

Casa Verde (Grupo Milongas, Rio de Janeiro, RJ)

Praça da Matriz, local escolhido pelo Grupo Milongas para apresentação do espetáculo Casa Verde. Um grupo de atores em pernas-de-pau, recebe os que chegam e chama a atenção dos que passam, informado-lhes que ali haverá um espetáculo de teatro! Com bom humor, anunciam o tempo que resta até o início da apresentação e permitem a um dos espectadores que vá até o bar na esquina buscar um café, afinal estamos na rua e todos têm a liberdade de ir e vir! Todos riem e aguardam o terceiro sinal e, com ele, um convite a mergulhar no universo de Machado de Assis. Sim, Machado de Assis! O grupo Milongas leva para a rua a história d'O Alienista e conduz o público em uma viagem pelos meandros do inconsciente. Escolha audaciosa: a complexidade do autor se apresenta, logo de início, como um grande desafio à linguagem da rua, e só um trabalho árduo, horas de estudo e outras tantas horas de criação poderiam gerar um espetáculo que fizesse jus a sua grandeza. E parece que os meninos não pouparam esforços para criar um espetáculo digno e belo. Do colorido e alegre, o público é atirado na escuridão das dúvidas de Simão pelas mãos de dois "loucos", narradores e fio condutor da trama! Um deles, Maria Maluca, ludicamente conversa com um ovo, que embala como se fosse seu filho e assim, introduz os presentes numa questão quase metafísica: alguém sabe o que é ser normal?! No desenrolar dos fatos, um momento de lucidez poderá custar essa relação de carinho que ela mantém, atirando-a a solidão e voltamos a questionar: que preço pagamos pela normalidade?! Dúvidas que rondam a casa verde!

Criado a partir de trabalho colaborativo, o espetáculo apresenta um elenco coeso, intimamente ligado entre si e com a estética escolhida. As movimentações são limpas, ocupam todo o espaço determinado para a encenação e dá conta da imensa roda formada, que vai se distanciando quando a chuva resolve ser a protagonista. O público afasta-se apenas para se esconder em baixo das árvores, acomodar-se melhor, mas continua atento, ligado na história. As interpretações, fortes e marcantes, não perdem o brilho com a insistência da chuva; em respeito, paixão ou sei lá qual palavra poderia traduzir o que houve ali naquela praça, talvez dedicação! os atores permanecem em cena, fiéis a suas atuações e aos que os assistem, como se nada pudesse colocar-se entre eles e seus interlocutores! E seguem, questões, dúvidas, momentos cômicos outros tensos, e nesse ir e vir de sensações e pensamentos, nesse limiar entre ser e estar, sanidade e loucura, a história que Maria Maluca e Mestre Joaquim contam, mistura-se com a história de cada um. E cada um, aceita sua história embaixo da chuva, lavando suas almas! Rindo e chorando! E depois da porrada na boca do estômago, vem o afago: os espetáculo termina numa grande roda de ciranda, onde troca-se mais que energias, troca-se carinhos! E naquela momento único na Praça da Matriz, nesse fazer efêmero que é o teatro, todos têm o que comemorar: foram guerreiros leias, que não abandonaram o campo de batalha, apesar da chuva que insistia em cair...


2.1.07

Perfeição - Quando a Tempestade Nasce das Luzes

Perfeição - Quando a Tempestade Nasce das Luzes (Manicômicos/SP)

São Paulo: programas de fomento, editais públicos, organização e mobilização da classe teatral e, para completar esse caldo, um dos grandes centros de formação no fazer teatral, onde emergem discussões, teorias e o interesse por uma definição de um teatro DE rua (ou NA rua, ou DA rua, ou PARA a rua, ou ainda, teatro COM a rua... e aí está a polêmica que parece despertar mais e mais embates teóricos!). Atores, diretores e professores buscam levantar a discussão e integrá-la aos centros de formação! Vindos dessa efervescência, a Cia. Manicômicos com seu intrigante espetáculo: Perfeição - Quando a Tempestade Nasce das Luzes... Intrigante já pelo nome, forte e quase apocalíptico! Logo nos primeiros momentos, quando os atores chegam num cortejo em tom fúnebre, quebrando-o, em seguida, com um canto alegre onde formam a roda que delimitará o espaço cênico, se pensa: esses meninos sabem que estão fazendo! É um espetáculo com a cara de São Paulo, não só pela temática, mas pela intelectualidade manifesta em fórmulas bem aplicadas: o cortejo, a roda, as frases iniciais repetidas e marcadas com nuances e partituras, jogos de gestos e ritmos na fala, para que o público tenha sua atenção conquistada e não perca nada da introdução da história a ser contada... (afinal, é assim que se vende o peixe! ops, a história!). Tudo, dentro de um trabalho esmerado de pesquisa e executado com maestria! Bem o que essa capital vem buscando! A temática é atualíssima: uma cidade que cai vítima da sua busca pela tecnologia e as facilidades que dela advém. Só que engana-se quem pensa que tudo isso é tratado com peso e densidade... Aliás, se fosse assim, o grupo estaria pecando por não tornar popular o tema. O humor, também é recurso para dosar a narrativa e a crítica, se manifesta através de ironias e exageros... Assim, é o mesmo ator que faz todos os personagens que ao longo da história morrem vítima de uma misteriosa doença, que aos poucos devasta toda a cidade, levando a platéia a gargalhadas cada vez que um habitante sucumbe... haja criatividade para se morrer tantas vezes! Ao ouvir a expressão, morreu!! todos choram de rir e esperam, de olhar atento, o ator em mais uma queda... A situação da cidade, então, vai se tornando patética ante os olhos do público. E os Manicômicos arrancam longos e entusiasmados aplausos da platéia!


28.12.06

diário de bordo da V Mostra Rio- São Paulo de Teatro de Rua de Paraty/RJ

Ato I - prólogo da epopéia! rs

antes de começar, algumas considerações iniciais para contextualizar os leitores e a mim mesma!
pimentta, sempre diz que paraty é um divisor de águas... mas, sendo esta a quarta mostra que eu participo, o impacto não deve(ria) ser tão profundo... neste ano, eu fui sem pesos nos ombros, não tinha espetáculo para apresentar, então, livre, leve e solta era tempo de só curtir o resultado do trabalho da comissão curadora... (hhehehe) - só que, a expectativa, desta vez, foi maior, de modo que os dias que antecederam a viagem foram de grande ansiedade, mais do que em anos anteriores...
outra coisa que me irritou profundamente antes de arrumar as malas foi o assédio (rs!), muita gente querendo ir e muita gente achando que eu deveria resolver a vida de cada um por lá... putz, fiquei muito puta (se me permitem o palavreado!)... e aproveitando a vida corrida de ensaios (tinha que deixar o auto de natal afinado antes de ir!), joguei tudo pro alto e deixei de atender aos telefonemas e chamadas via MSN...
assim, peguei um ônibus para sampa na quinta-feira (7 de dezembro) tendo como companheiro de viagem o tio má... que diferente do público que me assediava, já tinha comprado as passagens e agilizado certas questões práticas pra mim... cheguei a rodoviária 5 minutos antes do ônibus sair (estava resolvendo milhares de coisas do dia a dia, como pagar contas que venceriam na segunda-feira e etc... isto porque, de paraty eu iria direto para campinas para o encontro da ASFACI)... aff, vidinha corrida! a viagem foi tranqüila, exceto pelo fato de eu ter esquecido de comprar algo para comer e tido almoçado apenas uma saladinha... quando o ônibus pegou um engarrafamento para entrar em sampa, achei que iria definhar... (nossa, agora fui dramática tipo novela mexicana! hehe)

II ato
paraty, 8 de dezembro, 4h da manhã


chegamos, eu e má, nanda e lell (que nos esperavam na rodoviária de sampa pra seguirmos viagem juntos!!) na rodoviária de paraty e quem estava lá para nos receber?! dom ailton quixote amaral, ao lado de seu fiel escudeiro, sancho harley sem pança.... ahuauahhau (opa, dom quixote entra nessa história só depois... rs). como só poderia dar entrada no hotel às dez de la matina, então... queria ver o sol nascer no cais... mas o sol nasceu no hamburgueiro onde tomamos algumas cervejas! rs... cada um com o destino que merece! huhauhau, depois que o sol nasceu, gentilmente, harley cedeu parte de sua ótima e grande cama de casal para eu e o má dormirmos um pouco... (tadinho, ele vai pro céu! estava todo feliz com uma cama gigante só pra ele... e lá vai dois bicudos pegar carona nela!!!)
depois de alguns pequenos probleminhas para dar entrada no hotel, fomos nos reunir a galera na praça da matriz como marcado na programação... dalí seguiríamos para um almoço na ilha rasa... (surpresinha de dom ailton, nem eu sabia dessa!!)
primeiro, abraço apertado no marcos do farsacena (acompanhei a ansiedade do grupo, que iria abrir a mostra com estréia de espetáculo, desde o convite que veio de uma conversa no largo da ordem em curitiba... - essa minha onipresença! rs, rs, rs.... - de lá pra cá, trocamos mensagens virtuais e fui dividindo com eles um pouco das expectativas!!), depois fofocar com a dupla fias e takumi que iniciaram parceria na II mostra e eu estava presente.... e depois colinho do fabio-sem-acento-bacante-rodrigues!! (ai, que saudade!!)... muitos abraços, beijos.... papos e nesse clima, rumamos ao cais...
enquanto esperávamos o barco que nos levaria a ilha, eu ficava zoando o povo de sampa dos manicômicos (aliás... acho que peguei demais no pé deles, hauhau, o manicômico fábio que o diga)... fotos, fotos e mais fotos!!! no barco, conversar com quem ainda não tinha conversado, rodrigo matheus, tati ogra, vivaldo.... fotos, fotos, fotos... desembarque na ilha (agora vou começar a omitir detalhes... hehehe... para preservar a integridade de algumas pessoas, inclusive a minha! rs...)
o almoço, foi maravilhoso... com direito a apresentação d'Os Apertadinhos (takumi e fiais), Ivan (Camaçari/BA) e outros que ousaram declamar versos... almoçando ao lado de marcos, conheci os demais farsacenas: lívia, luciana, willian, weskley, daniel (estes, não estiveram em curitiba!)
voltando da ilha, depois do deleite visual e gastronômico... descansar um pouco e me refazer para a maratona de espetáculos do primeiro dia!! infelizmente, o cortejo inicial não aconteceu, problemas técnicos (de atraso da galera!!) e chuva, muita chuva... chegamos a tenda às 19h embaixo do maior pé d'água... que não diminuiu em nada o brilho dos espetáculos que se seguiram...
Sonho de Uma Noite de Verão, William Shakespeare... isso me lembra uma conversa com dom ailton sobre a ausência de autores consagrados nas ruas (este ano, tivemos além do imortal salve salve idolatrado inglês, Cervantes e Machado de Assis. Jorge Amado esteve ausente por questões de direitos autorais... coisa que eu não entendo, num país onde deveríamos incentivar o interesse pela leitura.... bem, deixa pra lá!!) - acho que sou absolutamente suspeita para falar de Sonhos! além de ser fã da galera, eu participei ativamente do espetáculo.... primeiro, ganhei um beijo na boca de demétrio, depois cedi meu colo para puck, fui quase atropelada por titânia e oberon e enfim, me juntei a trupe de peter quince no papel de lua! "eu sou o luar, tudo que tenho a dizer é que sou o luar!" - hauhauhuahuahuahuahuauhau
segundo espetáulo... Quixote, alê roit e rodrigo matheus.... fala sério?! sou supeita de novo! hehehe
e pra fechar a noite, a Farsa do Bumba Meu Boi... (seguirá comentário dos espetáculos logo mais abaixo!!)... a vamos pra gandaia... val's com o farsacena, depois com ailton, depois bar da esquina, eleito pela galera pela cerveja mais barata, cerveja, rir, rir, rir, conversar com rodrigo e alê, conversar com willian, marcos e takumi... encontrar danilo e terminar no Dinho's (era esse o nome do inferninho?!) com Monique, Robson e Weskley (farsacena) e Harley... ahuahuhuhau... tudo que tenho a dizer é que a noite terminou cedo, ás 6 da manhã.... uauuuuu! caracas, pior foi minha cara de bêbada nas fotos... aff!!


(continua...)